ALBUM REVIEW: Perfume – LEVEL3

Daí que o blu-ray da tour de LEVEL3 foi lançado ontem, o que me levou a reouvir o álbum inteiro pra dar uma refrescada na memória e imaginar o que me espera no download ilegal da tour no jpopsuki. E já que eu ouvi o álbum inteiro de novo e ele foi um dos melhores lançamentos japas do ano passado, por que não lançar uma review fora de época tipo aquela do FEEL, não é mesmo? Se você não conhece as três gatas robóticas e esquisitas do electropop, bem vindo. \o/

Se você como eu disse acima não conhece Perfume, talvez seja melhor clicar no play dos clipes no youtube que estão no post antes de ouvir o álbum via soundcloud ou sei lá, porque apenas ouvir Perfume sem nunca antes ter visto as três performando pode ser uma experiência inquietante pra um marinheiro de primeira viagem. O vocal é mais agudo que o normal, muitas vezes é processado demais também… Mas de alguma maneira, isso simplesmente funciona pras três gatas weird de Perfume.

Quando eu conheci Perfume, eu absolutamente odiei essa merda. Assim, senti repulsa mesmo. Mas sabe-se lá por quê, de uma hora pra outra a ficha caiu e eu comecei a achar elas e Nakata (o produtor delas e de Pamyuzão) geniais, criando todo um novo apreço pelo que eles fazem. Perfume não é uma girlband de j-pop propriamente dita (pensem em Momusu atual e AKB48), eu não chegaria nem mesmo a considerá-las idols até. Isso aqui tá mais pra um Daft Punk oriental e feminino do que qualquer outra coisa. E eu não sei pra vocês, mas essa descrição pra mim é um grande selling point. Se isso não te deixou curioso, é melhor nem ouvi-las, porque você achará uma merda. Tudo isso dito, vamos ao álbum. @__@

Após o terceiro álbum das três parecer quase um greatest hits de tanto single/b-side que enfiaram naquilo, minhas expectativas pra esse Level 3 não estava muito alta. Os singles dessa era tirando aquele-que-não-deve-ser-nomeado haviam sido bons (no caso, a execrável Merda no Museu, que é melhor fingirmos que nunca existiu), então estava esperando o mesmo que de JPN: todos os singles num mesmo álbum, pra facilitar na hora de arrumar pastas no computador com no máximo uns remixes aqui e ali e olhe lá. Ledo engano. Dessa vez, as album tracks estão até melhores do que os singles, e o álbum inteiro tem uma coesão que não pareceria ter num primeiro momento. Assim que ❤ Enter The Sphere ❤ começa, você sabe que Nakata se esforçou pra esse álbum. Ainda bem.

Eu adoro uma boa intro em LPs, talvez mais do que os próprios singles muitas das vezes. E Enter The Sphere é a intro perfeita, jorrando energia e vitalidade, te dando aquela impressão de que você é um personagem retardado de anime atrasado pra uma aula do ensino médio, se vocês me entendem (Tudo fica ainda melhor com o engrish delas nos gritos de ENTAH DAH SFIHAAAAAAA). Logo depois, temos os album mixes de dois dos singles, Spring of Life e Magic of Love, e aí temos alguns problemas.

Spring of Life, o single, era maravilhoso (veja o clipe lááá em cima se nunca ouviu). O break sampleando alguma faixa de Sonic era genial, e pelo visto Nakata sabia disso, visto que resolveu despedaçar a música inteira, enfiando o break maravilhoso pra abrir e fechar o remix. Aí não rola, Nakata. Ao espalhar a melhor parte por toda a duração da música, você diluiu o impacto dela. Cagou tudo, Nakata.

Magic of Love não piorou nem melhorou com a adição de uma intro e de um outtro. O começo e fim abruptos eram interessantes no single, mas no geral tudo ainda funciona bem, principalmente com a mudança repentina de clima que vem a seguir, com Clockwork. A música começa sisuda, mal-humorada. No refrão ela até fica mais kawaii, mas o clima meio melancólico se mantém. O final dela é ótimo, com um violão se juntando aos sintetizadores, só pelo choque.

1MM deve ser a melhor coisa que elas lançaram desde… Glitter, talvez? Tem uma GAITA DE FOLE no meio dos sintetizadores, gente. É audacioso demais, assim como Nakata deixar as três cantarem sem processador algum pra modular os vocais. Por sinal, isso somado ao fato das três parecerem ter algum pulso e ritmo acompanhando a melodia é até impressionante, se compararmos com algumas das coisas de Triangle, por exemplo. Elas nem parecem os mesmos robôs que estamos habituados a ouvir. ❤

Se tudo estava ótimo com um milimetrozão, temos seguida dela LIXO NO MUSEU, porque ninguém na Universal tem ouvidos funcionais pra notar que essa merda de música horrível foi enfiada no pior lugar do álbum, entre a melhor música pop de Level3 e o melhor pancadão, PARTY MAKER. @_@

Desde o Triangle Mix de Edge que não tínhamos um farofão tão devastador vindo de Perfume. E por isso mesmo é enfurecedor ver que não perceberam que Porcaria No Museu não é exatamente a melhor música pra servir de lead up pra Party Maker. Morram, executivos tosquíssimos. ¬__¬

Após a cataclísmica Parli Meikah, temos Furikaeru To Iru Yo, com a difícil missão de servir apenas pra recuperarmos nosso fôlego depois de quase dez minutos de pancadão, sendo uma midtempo bem gostosinha e inofensível. Poderia ser um pouco mais curta, mas tá valendo. Seguindo Furikaeru, temos o trio de B-SIDES que foram enfiados no álbum: Point, Daijobanai e Handy Man. Enquanto que Handy Man tinha que estar no álbum, só por trazer Perfume cantando  sobre como querem um macho habilidoso em meio a batidas turcas ou árabes ou sei lá, Daijobanai é uma merda e não tinha por que virar album track. Como single de KPP, talvez funcionasse. Mas isso aí não é Perfume, Nakata. Não misture seus atos. Já Point é boazinha e tal, como filler tá valendo.

Fechando o álbum temos mais três faixas. A primeira delas é Sleeping Beauty, basicamente um remake de Butterfly, do primeiro álbum delas. É aquele tipo de coisa que você ouve e se pergunta se está sóbrio ou não, pela mistura de duzentos mil elementos diferentes, que vão e voltam suavemente. É um tapa na cara do Teddy da YG, que acha que tá abalando fazendo fusão de gêneros, mas  muitas vezes faz só barulho mesmo.

Logo depois de Sleeping Beauty temos o album mix de Spending All My Time. E por album mix entendam UMA MERDA EM QUE O REFRÃO DA MÚSICA É ARRANCADO DELA E SUBSTITUÍDO POR… NADA. Sério. Esses remixes dos singles foram todos desnecessários, principalmente porque o single que de fato merecia ser reconstruído e refeito do zero pra funcionar dentro desse álbum passou batido (Diarreia no Museu). Aí não rola. Encerrando o álbum, temos a bonitinha Dreamland, que me faz questionar se Nakata não estava usando drogas ilícitas enquanto jogava uns RPGs de 16-bits, porque essa faixa tá servindo Chrono Trigger realness pesado.

No geral, eu sinto que esse foi o primeiro LP de Perfume que realmente funcionou como álbum. Ele é mais diversificado em suas sonoridades, fugindo do synthpop nosso de cada dia e sendo algo realmente marcante na discografia delas. Por isso mesmo que me irrita ver que Glee No Museu passou ilesa por todo mundo e foi parar nesse álbum no pior momento possível, entre os destaques 1MM e Party Maker. Se o mundo fosse justo, essa merda seria completamente deixada de lado e teríamos no lugar dela a inesquecível ❤ Hurly Burly ❤ com os cânticos de “HALLE BERRY PARTY”, fazendo a trinca perfeita com 1MM e Party Maker. Sério, seria o ápice do álbum. Mas não, temos Lixo no Museu. Enfim, não se pode ter tudo.

Com Hurly Burly no lugar de Porcaria no Museu e sem os album mixes que só cagaram os singles, LEVEL3 seria um 95/100 fácil fácil. Na falta disso, o álbum leva um 88. Fica a dica pro futuro, Nakata.

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16 comentários em “ALBUM REVIEW: Perfume – LEVEL3

  1. achei isso horrível não acredito q vcs insistem em dar notas altas pra um monte de porcaria e pras divine nine q é bom só deram 5. ridiculo

  2. bruno, é sério, te admiro muito nao só pelo site mas tbm pela paciencia de aguentar essa ridicula ai do comentario de cima q entra no site só pra criticar HUSAHSAHUASUSAH anyway, continue seu trabalho seu lindo q eu to aqui sempre só pra ler seus comentarios ❤

  3. Acho que o kpop abaixou muito meus padrões. EU GOSTEI DELAS!!! Gostei MESMO! 😮
    Já tô com 1MM na cabeça.
    Onde eu acho essa delícia pra comprar (por comprar entenda: qual o site K2N Blog japa?)

    p.s.: Vim pelo Matty e fui conquistada por Perfume. o.O

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