ALBUM REVIEW: After School – Dress to Kill

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Às vezes alguns lançamentos acabam passando batido porque não são de nossos biases, e esse segundo álbum japonês de After School foi um desses casos. Eu ouvi os dois singles e tinha achado ambos muito bons, mas quando Dress to Kill foi lançado um mês atrás, me faltou aquele ímpeto de baixar o álbum na hora. Mas eis que eu finalmente o baixei e vou dizer: decisão acertada. Com sorte o review te convence a baixar também, porque tá valendo muito a pena. Agora vamos lá. @__@

Não está incluída na playlist, mas o álbum tem uma intro, Dress Code, que absolutamente não faz sentido. Consiste basicamente de três das gostosas dizendo “DRESS TO LOVE, DRESS TO FRY, DRESS TO KILL” e… mais nada. Por sinal, o nome do álbum ser Dress to Kill ao invés de Dressed to Kill me irrita um pouco. TOC, sabe? Não faz sentido, simplesmente não faz. Pra mim a intenção era ser “vestida pra matar” mesmo, e só rolou o característico engrish da avex. *O*

Após a intro, a title track Dress to Kill dá o clima que se manterá pelo resto do álbum, mais sóbrio e mais dark, parece honestamente um tema de 007 ou coisa do tipo. Ms.Independent mantém o electro de Dress to Kill, mas é mais atrevida e tem um refrão matador em que a música explode sonoramente num farofão muito bem feito. Meio chocado que nenhuma das duas foi um single ou um b-side ou QUALQUER COISA. Os MVs cadê? Vergonha na cara cadê, avex?

Triangle volta o clima para o electro mais sujo de Dress to Kill, e apesar de usar dubstep em pleno 2014, eu não me incomodei? Acho que quando bem utilizado (sem ser aqueles wub-wub-wub óbvios e exagerados bem na nossa cara) isso ainda funciona, vejam só. Única reclamação seria que ao fim da bridge tudo indica que teremos uma grande explosão de som, sei lá, uma desgraçada gritando sem dó, uma key change, não sei, alguma coisa. Mas não, temos apenas o refrão novamente. Meio frustrante, pois poderia ser uma faixa excelente. No fim, apenas boa. @_@

Crazy Driver vem a seguir. Essa já conhecíamos porque foi a b-side de Heaven ano passado. Não é nem de longe um dos destaques do álbum, mas é uma boa filler, que passa sem ofender e não deixa a peteca cair. E isso é uma coisa boa, pois logo após ela a qualidade vai lá em cima com o que deve ser o ápice do álbum todo, Shh.

Xixicret Love, o escatológico HINO DA CHUVA DOURADA, deve ser uma das melhores coisas que elas já lançaram. Também é uma das melhores coisas desse ano de longe, é até meio criminoso essa delícia ter ficado de fora da minha mixtape de janeiro, mas como ela foi lançada dia 30 ou 31 sem alarde algum, eu só fui saber de sua existência semanas depois. Mas essa aqui é uma faixa vencedora e com certeza vai figurar entre as melhores do ano.

YES OR NO é o throwback 90’s obrigatório que brinca com R&B e Soul que sempre temos em absolutamente todos os releases asiáticos desde… bem, desde os anos 90 mesmo. É gostosinha e tal, mas é o tipo de faixa que evidentemente será pulada sem dó em re-ouvidas desse álbum. Por si só é outra filler gostosinha que não derruba a peteca, feito Crazy Driver. E seguindo o mesmo padrão da dobradinha Crazy Driver-Shh, logo após Yes or No temos Heaven, outro destaque do álbum.

Sua favorita jamais conseguiria vencer o guiness record de After School no pau de puta concept, com três gatas rodopiando em cada pau ao mesmo tempo. Mas Heaven não é boa só pelo clipe, a faixa também é ótima por si só, uma coisa 70’s disco (via Daft Punk, sem dúvida) que simplesmente funciona e é inescapável. E só uma informação pra vocês: tanto Heaven quanto Shh foram produzidas pelo mesmo cara, Shinichi Osawa. É melhor Nakata Yasutaka se cuidar e parar de lançar merda atrás de merda, porque Mr. Shinichi tá fazendo um passe pra arrancar sua peruca. Abre o olho, Nakata.

In The Moonlight mantém as influências disco vistas em Heaven e adiciona um pouco de bossa nova, por incrível que pareça. Poderia ser uma faixa ótima, mas o refrão com os “Dancing in the moonlight moonlight” meio que mata tudo pra mim. Sério, muito ruim aquilo. É de longe a faixa mais alegre e fofinha da tracklist, o que acaba fazendo com que ela fique um pouco deslocada da sonoridade do resto do álbum. Pelo menos sua posição na tracklist ajuda a deixar isso menos evidente.

Seguindo In The Moonlight temos o b-side de Shh, rock it! (sim, em minúsculas, porque em pleno 2014 a avex não sabe diferenciar maiúsculas e minúsculas em alfabeto latino, vide o próprio nome da gravadora  ). Não se tem muito pra falar dessa aí, é uma filler em que o grande destaque é o engrish resultando no refrão nonsense “EU QUERO UM FOGUETE, BABY!”. Tirando isso, nada demais.

Ao menos a seguir temos “Spotlight” pra fechar o álbum com mais potência sonora (apesar de ter um break de dubstep meia boca enfiado ali, o que é uma bosta. Dubstep foi usado muito melhor em Triangle). Spotlight não é tão boa quanto os singles ou até mesmo que Dress to Kill e Ms. Independent, mas tem seus méritos.

Depois de Spotlight temos um outtro desnecessário, mas que não é ruim feito a intro, pelo menos. Dependendo da sua versão do álbum, ainda vai de brinde ou uma versão japonesa de Flashback ou a inédita Lucky Girl. Flashback foi uma ótima pedida pra bonus track por ter uma sonoridade que casa bem com o resto do álbum, mas Lucky Girl é um desperdício de espaço, uma merda kawaii que não combina EM NADA com tudo o que foi ouvido antes. LIXO LIXO LIXO.

Hoje em dia é realmente difícil encontrar um álbum asiático mainstream com uma identidade sonora bem definida e coesa. Ao invés de atirar para todos os lados usando aquilo que é top40 no momento, Dress to Kill de fato parece um álbum, ao invés de, por exemplo, o último EP de SNSD, que não tinha identidade ou direcionamento (aqui está a deixa pra aquele SONE dos comentários vir reclamar, grato).

Dress to Kill foi muito bem produzido, e eu realmente gosto do fato de tudo ter uma temática e estilos bem definidos e que funcionam entre si, dos single aos MVs, passando até mesmo pelas capas do álbum (que ilustram o post), tudo casa muito bem. Isso sem contar que a tracklist foi muito bem montada, de modo a não deixar que as músicas mais fracas se tornassem cansativas (vide todas as baladas back to back em CRUSH) ou que uma faixa mais fraca feito In The Moonlight matasse o ritmo do álbum (olhando pra você, LEVEL3).

DESTAQUES: Dress to Kill, Ms. Independent, Shh e Heaven.

MEIA BOCA: Lucky Girl, que é apenas uma bonus track numa das versões do álbum, e talvez a intro e o outtro desnecessários… mas tudo bem perdoável, de certa maneira.

Esse release tá honestamente de parabéns, é realmente uma pena que tenha passado batido na ORICON. Fazer o que, né. Bom mesmo é ouvir o single quinzenal de Momusu e AKB. \O/

15 comentários em “ALBUM REVIEW: After School – Dress to Kill

  1. “Dress to Kill de fato parece um álbum, ao invés de, por exemplo, o último EP de SNSD, que não tinha identidade ou direcionamento (aqui está a deixa pra aquele SONE dos comentários vir reclamar, grato).”

    nao acho legal bullyng, menos ainda esses albuns de bandas q ngm liga tendo nota maior q mr mr. trate de arrumar aquela nota. 😦

  2. a-ha! adorei encontrar essa review… casa muito com oq eu escrevi sobre “dress to kill”.

    todo mundo achou que after school ia afundar completamente após a graduação de kahi, mas pra mim, MUSICALMENTE, este é o melhor momento do grupo, com canções pop que finalmente soam FEITAS para elas. não somente singles, mas também os album cuts.

    desde heaven eu aguardava algo grandioso do próximo álbum japonês do grupo, mas depois de shh eu já estava satisfeito. esse MV q parece um comercial da calvin klein dos anos 90 é DE MATAR, especialmente porque after school não faz concessões em seus conceitos adultos e sexy. ao contrário da maioria das garotas do k-pop, elas são MULHERES e não garotinhas brincando de seduzir [vide STELLAR].

    enfim, muito legal seu review. minhas discordâncias, porém: “yes no yes” é um tesão! a cada audição me apaixono mais por essa música que parece tirada de um filme novaiorquino noturno dos anos 1990. e “in the moonlight” tbm me é sensacional! a referência à bossa, o refrão fácil e grudento, super efetivo e, finalmente, a harmonização vocal de raina e jungah no refrão é um orgasmo!

    mas bem, essa é minha opinião! kissus

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