ALBUM REVIEW: f(x) – Pink Tape

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Bem, já que o terceiro álbum de estúdio de f(x) nos agraciará nessa segunda-feira, por que não relembrar Pink Tape, o LP que elas lançaram ano passado? Claro que todos vocês se lembram do pagodão que foi Rum Pum Pum Pum, mas e do resto do ótimo álbum, vocês lembram? Refresquem suas memórias abaixo. \o\

Eu não vou mentir, eu achei Electric Shock basicão pra caralho. Era uma música grudenta e com replay factor alto, mas ela tinha algum diferencial? Não exatamente. Era mais do mesmo. Então quando eu botei meus ouvidos em Rum Pum Pum Pum (Dente do Siso do Amor), eu fiquei verdadeiramente impressionado. Gostosas entregaram sua faixa mais experimental até hoje, uma mistura de riffs de guitarra, uma batida pesada, harmonias diferentes de qualquer outra coisa que as básicas e sua favorita estavam lançando e um FUCKING BREAK DE SAMBA PRA ARREMATAR. Break de dubstep pra quê, né? Rum Pum Pum Pum era tudo o que eu esperava e. ainda. mais. Era boa assim. Quer dizer, a música, né? Porque o clipe…

 Sério, mas que merda básica, SM. Vocês me pegam um pagodão que faz uma analogia entre a angústia do primeiro amor com um fucking dente do siso problemático que precisa ser extraído e me enfiam as cinco com os piores figurinos possíveis pra dançarem numa caixa e admirarem flores metálicas digitais capengas? VÃO. SE. FODER.

Essa música merecia um clipe como Red Light recebeu, uma mistura ~artística~ de close-ups com as clássicas cenas delas dançando na caixa. Faltou aqui algum integrante do EXO assustado amarrado num consultório enquanto dentista Amber se prepara pra torturá-lo com a ajuda de suas enfermeiras de Silent Hill. SEI LÁ, ALGUMA COISA. Mas não adianta chorar sobre o leite derramado, certo? =//

Seguindo em frente, temos SHADOW, uma filler melosa composta por Sophie Ellis-Bextor (sério). A caixa de música que toca por toda a faixa funciona bem como pano de fundo para uma letra sobre primeiro amor, borboletas no estômago ao ver a pessoa amada e toda aquela merda necessária para uma filler de álbum coreano. A caixinha de música serve como diferencial ao menos, assim como Amber cantando, o que sempre cai bem, pelo shock value. Só não estou ao certo com o lugar disso na tracklist, enfim.

Pretty Girl vem a seguir e traz aquele j-pop realness do começo da década passada com guitarras, gritos repetitivos de manos ao fundo e uma batida industrial (que seria ressuscitada pra Red Light) com um tapa na cara do estereótipo da mocinha amiga bonitinha aegyo coreana:

APRESENTANDO A BRUXA MÁ DO OESTE,
ENTÃO VOCÊS PRINCESINHAS BONITINHAS SAIAM DA FRENTE. VOCÊ DEPENDE DOS BRAÇOS DO SEU PRÍNCIPE,
PENDURADA FEITO UMA BONECA, FEITO UM TROFÉU.
TIPO ESSE SEU ROSTO BRANQUELO, VOCÊ NÃO TEM NENHUMA COR, É TEDIOSA DEMAIS. *O*

YESSS, AÍ SIM. Nenhum outro ato da SM conseguiria cantar isso sem parecer extremamente forjado e artificial (pensem em SNSD sendo fodonas do hipehope em I GOT A BOSTA, por exemplo). Ponto pra elas, porque essa é de longe um dos destaques do álbum. Depois dessa delícia, temos a trilogia de fillers gostosas. \o/

KICK é o tipo de música que te provoca até entregar o ouro no refrão, bem viciante com os “kick kick kick kópdo ópxi push push talyóbuá”, mas fora isso, não é tão marcante quanto Rum Pum Pum Pum ou Pretty Girl, por exemplo. Não existe nada de errado em ser uma música que se resume ao seu refrão, mas também não há nada de memorável nisso.

SIGNAL traz o retrô 70s e faz você se sentir assistindo algum grindhouse safado em que uma negra empoderada de salto alto e afro prende policiais corruptos enquanto solta uns bordões catchy. Assim como KICK, é uma boa filler, que segura a onda do álbum enquanto esperamos por algo mais substancioso.

STEP parece extremamente promissora só no título. Quando uma faixa tem um título genérico desses, your body is ready pra um refrão extremamente contagiante e repetitivo que grudará no seu cérebro até não dar mais. O build up até o refrão em STEP dá essa impressão o tempo todo, mas quando o refrão finalmente chega ele é… ok? Poisé, uma música meio que desperdiçada. Não fosse uma gata (que presumo ser Luna) se esgoelando num grito maravilhoso mais pro final, diria que a faixa é tremendamente esquecível.

Alcançamos o meio do álbum, então hora de mudar um pouco o clima. E quando algo se chama GOODBYE SUMMER e é um feat entre homens e mulheres, você já está preparado pra uma midtempo acústica com vocais suspirados e que parece saída de trilha sonora de doramas piegas, certo? É poisé, é a definição perfeita pra Goodbye Summer. Mas sua posição no álbum (após três uptempos seguidas) ajuda bastante uma faixa evidentemente dispensável dessas a ganhar algum destaque. Me choca ter sido Amber a escrever e compor isso, MAS OK.

AIRPLANE vem a seguir e é aquele tipo de EDM bem produzido, com cara de um Avicii/Zedd/Whatever da vida que f(x) provavelmente conseguiu das garras de Kelly Clarkson na porrada. O produtor (Dsign Music) é o mesmo de Rum Pum Pum Pum e ele vem salvando o k-pop por debaixo dos panos tem algum tempo, choquem-se na discografia dele pra confirmar isso. Enfim, Airplane funciona maravilhosamente bem com o dubstep sutil e bem colocado presente no refrão, que serve palavras-aleatórias-em-ingrêis realness, tipo “AIRPLANE, LOVE, COME WITH ME!!1” ❤ Absolutamente adorei essa merda.

TOY sofre com o fato de vir logo após a lifechanging Airplane, e o fato da música ter 14 melodias diferentes e um break de dubstep mega óbvio não ajuda em nada. Eu adoro o refrão, entretanto. Mas pra chegar até lá tem muita coisa inespecífica, então essa vai pra lista das fillers puláveis. Uma midtempo 50s inspired bem meia boca e totalmente esquecível vem depois, com No More. Sério. Parece algo que APink lançaria pra comemorar o dia dos namorados (ou Girl’s Day quando elas eram bostonas e tinham uma integrante a mais).

Snapshot é uma faixa flertativa e que parece saída da trilha sonora de algum musical da Broadway. Ela trata de uma garota que tenta ser perfeita na frente de seu interesse amoroso (perfeita como uma foto photoshopadíssima, no caso), e por isso tem dificuldades de mostrar quem ela é de verdade. É bem espevitada, e como filler tá ótima.

Seguindo Snapshot temos Ending Page, que é o final perfeito para o álbum, em que f(x) serve mais uma vez Kelly Clarkson realness, linkando a faixa final de um álbum/página final de um livro com os momentos finais de um relacionamento. É a faixa com a letra mais madura do álbum, e uma que funciona maravilhosamente bem. De longe uma das minhas favoritas da discografia delas.

Eu não vou mentir, esse álbum funciona muito melhor do que ele tinha a obrigação de funcionar. A SM costuma se focar demais nos lead singles e o material dos álbuns sempre fica relegado a qualquer porcaria que está na gaveta no momento do lançamento. E isso acontece exatamente porque eles não precisam se preocupar se o álbum terá longevidade ou não (no caso, se três ou quatro singles posteriores serão necessários pro álbum continuar vendendo no futuro). Pra eles, se um álbum não vendeu no mês de lançamento, não vende mais.

Portanto, é realmente chocante vermos um álbum feito Pink Tape, que apresenta coesão sonora e algumas faixas tão boas quanto o lead single, saindo da SM. Chega a ser revigorante. É uma pena que as garotas do f(x) recebam tão pouca atenção da SM (você sabe que depois de Red Light elas voltarão a ser trancafiadas no porão da gravadora com BoA e SuJu até pelo menos agosto de 2015), porque elas mereciam mais, muito mais. Fazer o quê, né?

 

PS.: Esse álbum deve ter o melhor packaging dos últimos anos? Sério, de fato é uma fita VHS rosa:

Quando.irá.sua.favorita????

17 comentários em “ALBUM REVIEW: f(x) – Pink Tape

  1. Só Goodbye Summer que eu acho meh.

    Embalagem do Pink Tape ❤
    Photocard da doméstica fazendo uma selfie que eu tirei ❤

    Quanto a No More parecer isso que você falou, a explicação é:

    Sim, Arianus Grande chegou a gravar a música pro primeiro CD dela mas deixou de fora.

  2. Toy e Good Bye Summer estão entre as que eu mais gostei e as que foram mais gongadas! Gostei do refrão da No More tb hahahahahaha Fiquei até triste T_T

    Esperando pra baixar Red Light *-* sou pirata mesmo.

  3. Com certeza esse álbum é um dos melhores de 2013 e Red Light também pode entrar pros melhores de 2014 até agora.

    Rum Pum Pum Pum, Step, Goodbye Summer, Airplane, No More são as minhas favoritas No More

  4. Um dos melhores álbuns de 2013, sem sombra de dúvidas(Será que o Matty ressurge pra reclamar da nota das divine nine?). RPPP e Airplane são as maravilhas dele (ainda que eu ame Step, Toy e Ending Page), mas não vim aqui pra falar dele tbh.

    Homem, dá uma ouvida no Viva! Linda Sansei (promovendo um grupo que gosto porque why not?) e se for digno faz um review porque essas ❤ quenguinhas ❤ precisam ser mais conhecidas no Burajiru (Afinal, um grupo japonês que usa FUCKING BERIMBAU numa música merece ter a palavra espalhada aos quatro ventos).

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