ALBUM REVIEW: Jolin Tsai – PLAY

Após um 2014 aos trancos e barrancos cheio de singles esquecíveis, minha expectativa para o novo álbum de Jolin não era muita. Daí veio PLAY, o single. E com ele a constatação de que eu estava completamente enganado e deveria calar.a.boca. e ter fé de que essa mulher sabe que porra está fazendo com sua carreira. Será o álbum tão bom quanto o lead single? Ou teremos várias Now Is The Time largadas aí no meio? Descubram. agora. @_@

Eu não sou o maior conhecedor de Jolin da terra (descobri ela ano passado só, e da discografia dela só ouvi os álbuns de Agent J pra cá), mas desde que eu vi o clipe de BEAST (minha introdução ao trabalho dela) estava evidente que Jolin não é uma para brincar com sua carreira. Ela sabe o que está fazendo e de uns tempos pra cá sua videografia se tornou uma das mais imaculadas da Ásia, o que deixa todo o argumento dos SONEs tosquíssimos butthurt porque ela ~plagiou~ TTS ainda mais hilário.

Meu único problema com Jolin é que ela curte umas baladas meia boca, e meu ouvido não consegue curtir baladas em mandarim sabe-se lá por quê. MUSE, o álbum dela de 2012, foi muito prejudicado na minha opinião exatamente por isso, pelo exagerado número de baladas sonolentas. Será que Jolin corrigiu isso para 2014 ou teremos várias farofas sensacionais intercaladas por momentos de puro bocejo? Review track-by-track abaixo.

ÁLBUM AQUI

GENTLEWOMEN foi totalmente inesperado. Na intro eu tinha certeza que se tratava de alguma banda britânica de rock-pop-electro-whatever britânica tipo Bastille ou Kodaline com aquela combinação de violão/tambor/sirene. E depois Jolin apareceu, junto dela uma batida étnica que fez a delícia mudar por completo e parecer saída diretamente da discografia de gostosas new age feito ENYA ou Loreena McKennitt. E ainda rola uma guitarra loucaça mais para o final. Honestamente, a progressão de todos os elementos introduzidos pouco a pouco foi absolutamente incrível e perfeita para uma intro. Parabéns, Jolin.

Gentlewomen é um ato difícil de se seguir, mas eis que temos PLAY como faixa número dois, o MV do ano e que conseguiu fazer crítica social e plágio de TTS, ahan tudocapope ao mesmo tempo em que nos serviu um farofão extremamente competente e que sozinho já havia redimido Jolin de seu começo de ano fraco. Não há muito mais o que falar sobre Play, já que é evidentemente top5 do ano até aqui (pelo menos).

MEDUSA é outra ótima, apesar que o nível estava tão altíssimo que ela empalidece um pouco em comparação. Algo me diz que essa aqui é uma que vai melhorar muito com o auxílio do futuro MV, muito provavelmente se tornando a BEAST desse álbum, com um clipe low budget em que Jolin vai piranhar por um cenário pobre fazendo o cosplay de Joelma das capas aí de cima. E mesmo assim, isso será o suficiente para dar sentido a suas vidas, e vocês ainda nem sabem disso.

Assim que eu ouvi o piano abrindo LIP READING, eu já fiquei aterrorizado, porque as baladas do MUSE haviam sido tenebrosas e completamente destruíram a experiência de se ouvir aquele álbum, já que todas elas estavam concentradas uma após a outra da faixa seis em diante. Mas aqui temos uma baladinha muito mais agradável, claramente inspirada em Bond Themes dos anos 70. Eu *preciso* que o clipe disso seja inspirado numa abertura de filmes de 007, com Jolin servindo seu melhor cosplay de Bond Girl. Aguardemmm.

Seguindo a barada temos a música que estivemos esperando por todas nossas vidas, I’M NOT YOURS, uma collab sensual envolvendo gatas asiáticas relevantes (notem o “relevantes“, assim eu posso ignorar que flop bitches Kato Miliyah e Mika Nakashima lançaram single conjunto esse ano.  ). É provavelmente o feat. com asiáticas mais sensacional desde que Kodão Kumi tesourou por todo o clipe de That Ain’t Cool com sua misga Fergie.

Temos aqui Namie giving me life entregando um engrish pior que o de Jolin sendo que essa desgraçada vem lançando faixas em inglês tem anos. QUE PORRA É ESSA DE “MIRRAR MIRRAR ON THE WAR, I DON’T NEED YAH ANYMWAR I’M THE SMALLEST OH THEM ALL”???? Claro que Namie nem fez um esforço pra acertar os fonemas na faixa de outra pessoa, ela não faz isso nem pras suas próprias músicas, imagine cantando pra outra gata. Sério, imaginem quão ruim deve estar o mandarim de Namie nesse negócio. É por isso que amamos ela no fim das contas, não? ❤

Metade do álbum passado e tá tudo sensacional por enquanto. Logo em seguida temos mais balada com I LOVE, I EMBRACE, que apresenta um instrumental roubado daquela música do Paramore pra Crepúsculo. E isso não é um problema, porque eu curto aquela música (me processem). Jolin arrumou a casa pras baladas desse álbum depois das bombas de MUSE, segunda balada do álbum e até agora todas tão aproveitáveis. Já MISS TROUBLE traz mais do lado pseudo rapper de Jolin, e é provavelmente um dos trecos mais bizarros que eu ouvi esse ano. Sério, rola um break de canto lírico nessa merda. Mø, FKA Twigs, Grimes e todas essas toscas alternativas podem pegar um bloco de notas e fazer anotações a partir de agora.

PHONE QUEEN taí representando as faixas meia boca que Jolin lançou durante o ano, e de todas as porcarias feito Now Is The Time, Shake Your Body e Journey, essa aqui era a melhorzinha, então tudo bem por mim. Mas a melhor coisa sobre essa faixa continua sendo o engrish no título do clipe no youtube, bem esquecível no geral.

THE THIRD PERSON AND I começou bem e eu achei que Jolin conseguiria ter uma trinca de baladinhas boas no seu álbum, mas quando essa aqui estava perto de terminar eu já estava quase bocejando. Acho que não entender nem uma palavra em mandarim deve afetar minha tolerância pra baladas dela gravemente, mas malzaew, houveram exemplos disso aceitáveis por todo o álbum. E esse não é um deles. Fechando PLAY e tentando subir um pouco o nível do álbum após as duas últimas faixas terem dado uma derrubada considerável nele temos WE’RE ALL DIFFERENT, YET THE SAME, que parece música da Kelly Clarkson honestamente (e por isso digo pop esquecível, mas tolerável, por conta de gritos aqui e ali).

PLAY no geral foi um álbum muito melhor do que eu estava esperando, sendo honesto. O fato da tracklist ser enxuta e todos os singles horríveis terem sido completamente ignorados só melhora as coisas, e me deixa curioso por todos os MVs que ainda teremos dessa era de Jolin. Isso porque o mercado taiwanês é curioso, e ao invés de termos singles criando buzz para o álbum, temos o caminho inverso.

Muitas dessas faixas apresentadas aqui só mostrarão seu potencial total quando as ouvirmos juntamente do acompanhamento visual. Coisas como Medusa, I’m Not Yours e Miss Trouble definitivamente ficarão ainda melhores com os clipes, e as coisas que não funcionam muito bem talvez passem a funcionar com seus clipes. Por conta disso, é difícil dar uma nota final para PLAY, já que o álbum parece uma introdução para todos os MVs que teremos posteriormente. Mas dessa apresentação inicial das faixas, podemos ver que Jolin corrigiu todos os problemas de PLAY e ainda slayed your faves. ❤

DESTAQUES: Gentlewomen, Play, Medusa, Lip Reading, I’m Not Yours (feat. Namie Amuro) e Miss Trouble.

MEIA BOCA: The Third Person And I.

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29 comentários em “ALBUM REVIEW: Jolin Tsai – PLAY

  1. Bruno, a Jolin é formada em inglês! Ela estava terminando a faculdade quando entrou pra um clube de música, algo assim, só pra completar créditos HUEAHAUEHA

    1. HUAHAUAHAUAHAU ela ganhando uma carreira pra fechar grade. ❤ Eu já tinha lido (acho que no last.fm) que ela tem um Q.I. altíssimo, mas não tinha relacionado o inglês dela ao mundo acadêmico ou nada. @__@

  2. Brigado pelo link, não tava achando *-*

    Vou escutar com carinho e venho reler a review, mas já espero gostar do material.

    Ps: pra entrar no Jpopsuki precisa de login é? Mal saio da home =x

  3. Review excelente, não discordo com nada. Fiquei muito surpreso quando ouvi e percebi que ela finalmente acertou nas baradas. Acho que o problema nem é elas serem em mandarim mas sim serem ruins mesmo, as do Muse são um cu porque são um cu, independente de idioma e o resto da discografia dela inteira tá cheia delas também.

  4. Eu pessoalmente achei Play a música não balada mais fraca do álbum, prefiro Miss Trouble e Lip Reading, mas o álbum tá ótimo mesmo assim, mereceu a nota

  5. Esperando seu comentário sobre a música de merda do ano:

    Adorei o galinha pintandinha concept e tbm o plágio do comecinho de Bo Beep Bo Beep do T-ARA ❤

  6. “tem uma das videografias mais imaculadas da Ásia” Cê tá usando o MUSE como parâmetro de tudo né? Não sei se sabes mas os clipes de antes seguiam aquele padrão meio trash (alguns bons até) que o mandopop tinha antes dessa influência dos mvs de k-pop para super produções. O mesmo ocorre com as 43553 baladas enfiadas nos álbuns, padrão de m-pop.

      1. Nossa, HC, nada a ver. O.o os MVs da Jolin sempre foram bons, na medida do possível. Nao diria imaculada pq nao lembro de uma vidrografia de cantora pop que não tenha um MV tosco (e contando que a Jolin lança basicamente um álbum a cada dois anos vai fazer 20 anos e na maioria deles têm MV pra muitas faixas, é de se esperar algumas toupeiras). Não sei nem se bom é a palavra certa, mas seguiam as tendências do momento, com um toque “avant garde” aqui e ali, ao menos. Os mvs da Jolin melhoraram MUITO quando ela foi pra EMI/Capitol (no Dancing Diva), não dá pra negar, mas mesmo isso foi em 2006, bem antes dos clipes ~diferentes~ do capopi (isso pq amo kpop rs). Na minha opinião os vídeos da Jolin começaram a melhorar bastante em 2003, com o Magic, mas de Dancing Diva pra frente ficaram excepcionais – exceto pelos vídeos do butterfly, que acho tosquissimos. Enfim, fica minha dica, Bruno, veja os clipes de Dancing Diva e Dancing Forever (dos dois albums, I mean).

    1. poisé, eu baixei a discografia dela toda numa semana de freeleech no jpopsuki, mas até agora não tive muita coragem de checar tudo (primeiro porque é muita coisa e segundo porque achei os álbuns dela que eu ouvi irregulares, apesar dos clipes excelentes aqui e ali). Ouvirei/assistirei os clipes desses dois aí então. @_@

    2. Hmmm, eu não concordo muito não. I mean, concordo que teve uma melhora significativa no Dancing diva em diante (adoro o mv em questão e alguns outros, tirando a Wonderful em Madrid), mas mesmo depois houve bastante coisa tosca, muita coisa que até gosto, btw. Nada “imaculado”. E também não curto muito os mvs antes disso, só os álbuns, bem “Colours” da ayu feelings. E tipo, não sou capopeiro nem nada, mas acho inegável a mínima influência desse estilo de produzir MVs no mandopop. Não tô falando em cópia nem nada, mas dando uma olhada antes em MVs de sei lá, Elva, A-mei e outros, antes de 2009/2010 e depois, dá pra perceber uma diferença forte na tendência que seguiram.

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