ALBUM REVIEW: E-Girls – E.G. TIME

Após lançar um álbum em março de 2014, as E-Girls não pararam de trabalhar desde então. Foram cinco singles um atrás do outro, além de singles de todas as sub-units, num ritmo que nem AKB48 conseguiria. Toda essa maratona de lançamentos culmina em E.G. Time, o terceiro álbum de estúdio delas e provavelmente o primeiro álbum lançado esse ano (primeiro de janeiro no JAPÃO? É, acho difícil alguém ter lançado algo mais rápido). Será que ele presta? Ou será que a coisa mais notória sobre E.G. Time é o uso do ano novo concept mesmo? Descubram. agora.

Eu curto as E-Girls principalmente porque mesmo quando as músicas que elas lançam são uma bosta, os clipes valem a pena. Mas eu não vou mentir, esse álbum saiu tão na cola do Colorful Pop que eu não sabia o que esperar dele, afinal, ninguém faz milagre lançando álbuns com dez meses de distância entre eles. Portanto, me aproximei disso aqui com cautela, e aconselho vocês a fazerem o mesmo. Review faixa-a-faixa segue abaixo. @_@

 

Eu adoro uma boa intro, então quando eu vi que esse álbum teria uma eu já fiquei empolgado… acontece que Introduction é uma bosta, não passa de 15 segundos de palmas tão inúteis que nem scrobbleadas pelo last.fm conseguem ser, temos aqui uma faixa tão sem sentido que mesmo sendo a primeira do álbum foi completamente eclipsada pelo que vem a seguir, E.G. Anthem (We Are Venus), literalmente O HINO DAS E-GIRLS e uma introdução apropriada ao grupo e a sonoridade delas, entregando cheerleader realness com um gancho que repete sem parar “NA ESQUERDA HAPPINESS, NA DIREITA FLOWER, EM CIMA DREAM, EM BAIXO E-GIRLS! E-GIRLS! GO! E-GIRLS!!11”, tudo embalado numa roupagem disco-via-daft-punk, que fica ainda mais óbvia vendo o clipe aí em cima. Um início bastante promissor e uma intro apropriada ao álbum, ao invés daquela merda de sample de palmas que eles roubaram da base de sons de algum programa de auditório.

 

Continuando com o álbum, Mr. Snowman aparece estranhamente como a faixa número 3. A metáfora do boneco de neve e o cara frio que elas querem pegar até funciona melhor sem o clipe ridículo de acompanhamento, porque saímos da literalidade (vejam essa merda de boneco de neve gigantesco atrás delas na capa do single, por exemplo) para uma metáfora propriamente dita, mas a temática ainda é muito estúpida e muito sazonal para funcionar num álbum. Deveria ter sido um single especial e pronto, tá trinta e cinco graus onde eu estou e o natal já passou, então ouvir 30 biscates pulando e falando sobre o SENHOR BONECO DE NEVE simplesmente não funciona. E isso é uma pena, porque electro-pop com sintetizadores leves e fofinhos ao invés de wub-wub-wub é algo que raramente encontramos fora do J-POP hoje em dia (e de Lovelyz, mas enfim).

Music Flyer abre com o bass a todas e tem uma boa progressão até o refrão, que infelizmente desaponta e não é tão explosivo quanto deveria ser. Mas isso curiosamente é algo planejado, porque o break que vem após o refrão é sensacional e eleva a qualidade da faixa. Isso é MUITO MELHOR do que os singles delas nessa era, mas que porra passou na cabeça do Hiro não usar isso de single? O break tá implorando por uma rotina complexa de dança, mas MV que é bom nada.

 

MOVE IT! deixa as Dream em primeiro plano pra variar, e é um EDM mais sujo do que as três faixas anteriores (e rola até um break de rap como se estivéssemos ouvindo k-pop). O refrão, composto por óbvios gritos de “MOOOOOOOOOOVE IT!1123” funciona muito bem, e a faixa como um todo é uma boa mudança de ritmo comparado a tudo o que veio antes. Sem contar que ainda rolam um dos breaks fumadíssimos do EXILE que costumam ser restritos apenas a full PVs e nunca aparecem nas faixas em si. Esse aqui tem guitarras até.

E falando em guitarras, a próxima faixa é Rock & Roll Widow, e eu já tava achando imediatamente que teríamos um sampling de Tina Turner gostosa gritando por cima da faixa toda, mas isso tá mais pra Britney Spears cantando I Love Rock & Roll do que pra Tina Turner, o que não é um problema e otário sou eu de ter imaginado algo diferente. Mas independentemente da melodia, hoje em dia é tão raro ouvir guitarras e gaitas em música pop que essa aqui foi uma grata surpresa de qualquer maneira.

 

Alcançamos metade do álbum e por enquanto tá tudo ótimo. A segunda metade será tão boa quanto a primeira? É, poisé, né. A faixa número 7 volta a servir cheerleader realness, mas com vocais bonitinhos sem serem açucarados e irritantes demais (um milagre no j-pop). Mas tirando isso, não há muito mais a se dizer sobre Highschool Love, um dos singles delas esse ano que eu estrategicamente não cobri no meu blog porque: a) achei meia boca; b) releiam (a).

 

Em seguida afundamos na merda com Odoru Ponpokorin, a faixa horrorosa delas pra algum anime infantil (redundância, mas ok) e que teve aquele clipe péssimo delas viajando num trem voador com vagões temáticos para cada estação do ano. A faixa é tão ruim quanto vocês se lembram, então podem pulá-la a vontade na tracklist.

Jiyuu no Megami só se salvou pra mim pelo sintetizador suave presente nos versos, porque o refrão é fraquinho, e a faixa no geral parece tema de anime moe slice of life. Faltou alguma coisa pra ela sair do lugar comum, mas comparada a Odoru Ponpokorin já é um passo na direção correta. É um j-pop de j-idol simples e óbvio, por si só funciona, mas no contexto de um álbum é só mais do mesmo. Se aparecesse antes na tracklist talvez fosse melhor recebida, mas sendo a faixa número 9, eu já estou totalmente over it.

Ureshii! Tanoshii! Daisuki! tem uma intro breguíssima e que parece saída das reproduções pobres de karaokê do leão pra alguma outra música (tipo esse horror aqui). Eu fiquei empolgado imediatamente com isso, mas o resultado final tá na média apenas. O break com os saxofones tenta salvar a delícia do lugar comum, e é uma pena que elas não fizeram as Girl’s day em Nothing Last Forever e simplesmente abandonaram a melodia principal pra terminar com o breakzão, porque o refrão voltar após ele meio que quebrou o clima (ainda mais que ele volta com SINOS DE IGREJA, plmdds)

AGAIN vem a seguir e meu medo era que eu fosse ouvir a mesma merda de j-idol DE NOVO, mas chegou a hora da midtempo bonitinha do álbum. Não machuca ninguém, mas também não adiciona nada a discografia delas. Sem contar que dava pra cortar um minuto disso aqui FÁCIL. E por falar em cortar um minuto fácil, dava pra ter cortado CHOKORETO INTEIRA, já que depois de uma midtempozinha furreca rolar ainda outra só que com cinco minutos de retardadas cantando sobre chocolate é de foder. A pessoa responsável por essa tracklist merecia um tiro, sério.

E é basicamente isso do álbum, porque depois de onze minutos de midtempos iguais, temos três remixes de coisa velha pra fechar E.G. Time (Gomennasai no kissing you do Colorful Pop, Follow Me do Lesson 1 e Kibou no Hikari, que eu não lembro de ter ouvido antes mas que é uma balada de SETE MINUTOS DE DURAÇÃO, ENTÃO PODE QUEIMAR NA FOGUEIRA).

E.G. Time começa muito bem, mas a segunda metade do álbum é um amontoado de j-pop basicão e midtempos meia boca, o que é uma pena. Com uma tracklist melhor organizada e que espaçasse melhor coisas como Again, Chokoreto e Jyuu no Megami, o álbum não pareceria tão desnecessário passando da faixa sete. Mas do jeito que está, E.G. Time acaba se tornando aquele tipo de coisa que se ouve inteira umas três vezes e depois disso tem metade das suas faixas apagadas do seu HD pra salvar espaço. Não sei vocês, mas é exatamente isso que eu estou fazendo nesse exato momento. E isso é uma pena, porque eu até tinha algum nível de expectativa pra esse álbum. Mas quando você lança três álbuns em pouco mais de vinte meses, qualidade e consistência são relegadas ao segundo plano, e é aí que as fillers tomam conta. Paciência.

DESTAQUES: E.G. Anthem, Music Flyer, Move It e Rock & Roll Widow.

MEIA BOCA: Again, Chokoreto, Odoru Ponpokorin e Kibou no Hikari.

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27 comentários em “ALBUM REVIEW: E-Girls – E.G. TIME

  1. Não sei se é por birra mas achei esse álbum horrivel já na faixa 5 em diante. MOVE IT não funciona comigo e olha que adoro um farofão barato (Visto Lelio lelio dj ser a 6ª faixa mais executada por minha pessoa ano passado e a música do sorvete de OC ser a 4ª, segundo meu last). Mr. Snowman está estrategicamente colocada para o povo se sentir obrigado a ouvir se não quiserem pular faixa, já que está entre as 2 que realmente valem. a. pena. nessa bagunça.

    PS: O álbum de instrumentais do FEMM >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
    PS²: May J. também lançou algo no ano novo, mas acho que aquilo é BEST album então não conta

  2. Minha favorita é Music Flyer e eu pensei a mesma coisa, deveria ter um PV. Hiro tem algum problema em produzir grupos femininos porque ele sempre guarda uma faixa legal pra ser b-side de alguma coisa e elas nunca nem irão coreografar isso alguma vez na vida.

    Claro que ia ter Follow Me né? É o Choo Choo Train das E-Girls (perdi a conta de quantas versão EXILE já tem dessa música e eu sei que eles vão lançar mais!!11!!!1!) e Gomennasai no kissing You só pra lembrar o quanto eu amaldiçoei essa merda quando foi lançada.

  3. Na minha opinião esse grupo ficaria tão melhor se fosse composto apenas pelas vocalistas x.x Acho tenso a maioria das gurias serem apenas dançarinas. Não que eu não reconheça esse talento, mas prefiro o estilo tradicional de grupos (estou olhando para a Coreia, obviamente). Se o grupo fosse vocalistas + estilo musical do Flower, seria bem melhor. Nem sei se vou baixar a delícia, porque tenho preconceitozinho com girlbands japonesas (e porque tem pouquíssimas coisas de tudo delas no youtube, então nem dá pra fazer um fanservice básico). Mas tenho minhas bias, e são as vocalistas do Flower :3

  4. E eu pensando que você não iria comentar sobre o álbum heueheuehe, enfim, a única música que escapou certamente foi Music Flyer, que depois descobri que foi o Nakata que compôs .-.
    Em relação ao álbum em si, eu não cheguei a odiá-lo e é um milagre eu já ter acumulado umas 500 reproduções no Last.fm só dele heueheuehehueehe demorei um tempinho pra acostumar com Move It! e em questão de “Ureshii Tanoshii Daisuki!” ah, eu até que gostei, mesmo parecendo algo velho ( na verdade é né -qq ) meio que desconfio que Hiro gosta muito de Dreams Come True ~.~ E Bruno , adoro seus comentários *O* ~

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