ALBUM REVIEW: Koda Kumi – Walk Of My Life

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Muita gente tem me pedido por uma review das caminhadas por essa vida de Kodão Kumi, então minha demora em atender vocês já estava ficando ridícula e fora do controle. Portanto, tomei vergonha na cara e finalmente preparei uma review especialíssima comentando o 666° álbum de Koda, a n°2 da avex e que conseguiu chegar ao topo da oricon mais uma vez, mesmo vendendo apenas 39 mil cópias na primeira semana. ❤ Mas alcançar icônicos primeiros lugares mesmo com sua popularidade no chão é algo que Koda sempre consegue fazer (chore, ayu). A pergunta que fica é: esse álbum presta? Descubra. agora.

Koda comemora 69 anos de carreira nos contando a caminhada de sua vida, de esquina em esquina, para pagar as contas. A premissa nos leva a crer que este será um álbum mais intimista, autoral e autobiográfico, portanto, um álbum mais direcionado e coeso do que Bon Voyage foi (never forget Kumiko prometendo um tema naval e abandonando a delícia após tipo três faixas ❤ ). Quer dizer, isso é o esperado, né. Mas se tratando de Kumi, o melhor a se fazer é ouvir A Caminhada da Minha Vida (Até o Puteiro) com dois pés atrás, porque aí quem sabe com as expectativas lá no chão o álbum acabe te surpreendendo positivamente. 

http://soundcloud.com/kodagumithailand/sets/12th-album-walk-of-my-life

Playlist no soundcloud taí em cima por hora, mas a avex é filha da puta e logo logo isso aí estará fora do ar, então se você tem curiosidade de ouvir a caminhada de Kumizão antes de baixar, ouça logo. Review track by track começa agora. @_@

Ao que Introduction ~WALK OF MY LIFE~ indica, a caminhada da vida de Kumi começou num puteiro em que Bubble Butt do Major Lazer estava tocando. E pensando bem, nada mais coerente considerando de quem estamos falando aqui. Mas sendo honesto, essa intro podia ter sido melhor planejada, porque a track 2 é Dance In The Rain, aquela power ballad que Kumi lançou no fim do ano passado. Algo mais impactante com uns melismas e oversinging talvez resultasse numa intro que casasse melhor com Dançando na Chuva, que eu desmereci lá em outubro pelo build up maravilhoso no pré-refrão eclodir em Koda gemendo feito uma cabra. Mas agora eu já perdoei a delícia e aprendi a abraçar sua iconicidade (isso é uma palavra real?).

Continuando, temos Lippy na faixa 3. E sendo honesto, eu nem sabia que Lippy de fato era uma palavra real (aparentemente, é um adjetivo referente a insolência e impertinência, não se referindo a uma pessoa bocuda como eu pensei num primeiro momento). É a teacher Koda nos ensinando engrish a medida em que conta a história de sua vida. ❤

Mercedes continua a pegada rock de Lippy e a leva além, porque a faixa honestamente parece o que aconteceria se uma demo perdida de Janis Joplin tivesse caído no colo de Kumi por acaso (melhor do que aquela demo de Flo Rida com Ke$ha que ela usou no Bon Voyage, convenhamos). O refrão é ótimo e faz bom uso da voz dela (fica bastante claro que rock é um gênero que combina com o timbre de Koda, e por rock eu não me refiro àquelas porcarias Avril Lavigne que ela costuma gravar). PS.: quem é essa Mercedes?

O álbum continua forte com Like It maravilhosaaaaa, que traz Kumiko-sama errando a pronúncia e falando LAQUI LAQUI LAQUI UH por cima de sanfonas e negões gemendo na back track. É urban, é sexy, é um hino de Kumi pra suas colegas strippers conseguirem uma grana extra rebolando por cima de uma faixa sensual decente. Por sinal, estamos indo pra faixa 6 e tirando a intro a sonoridade tá bem coerente, apesar da temática autobiográfica ser praticamente inexistente. Vai, Koda. *O*

House Party traz uma necessária agitada nas coisas, mantendo o álbum dinâmico. O refrão disco e cantado em coro funciona, mas o rap de um mano mandando o obrigatório THE ROOF IS ON FIRE que todo rap asiático precisa ter destrói o ritmo do que seria o ápice do álbum. Koda mandando todos gritaram “OH YEAH” na bridge também tá foda de ruim. Por mim essas duas partes precisariam sumir para House Party alcançar seu potencial pleno, porque do jeito que está ela é boazinha e mais nada.

Um interlúdio obrigatório e indolor vem a seguir em Interlude ~Dance~, afinal, isso é um álbum de Koda no fim das contas. Os dois interlúdios de Bon Voyage foram melhores, mas esse aqui até dá pro gasto. Hotel vem em seguida numa posição favorável na tracklist. O vocal falado pseudo-rap estilo Ke$ha nos versos ainda é meia boca, mas enquanto que como single Hotel era meio decepcionante, como álbum track ela tá bem gostosa até… diferentemente de Gimme U, que derruba o álbum (que estava indo muito bem por sinal). Os versos parecem Roar da Kátia Peres e o refrão é totalmente esquecível, então honestamente, mais filler que isso aqui não tem como.

O engrish alcança novos níveis quando a sonoridade volta ao urban-meets-rock para You can keep up with me. Daqui década críticos ainda estarão estudando essa faixa para entender que porra Koda quis dizer com isso, porque VOCÊ CONSEGUE ME ACOMPANHAR não faz o menor sentido com o resto da faixa. Faria mais sentido ela dizer “you CAN’T keep up with me”, não? Enfim, não façam como eu e desistam de procurar lógica em Koda Kumi e simplesmente apreciem um bom engrish com um refrão poderosíssimo com Kumi gritando “you should knoooooooooooooow”. Uma pena não ter tido clipe, porque é um dos destaques de Walk of My Life e ficaria ótimo com Kodão vestida de Joan Jett piranhando toda de couro com um mullet ousado e uma maquiagem carregadíssima. =///

A caminha da vida de Kumi aproxima-se do fim, já que ela finalmente encontrou-se com suas colegas no ponto da esquina e agora ela já está twerking em meio a espacates enquanto intimida transeuntes a colocarem seus dinheiros na bolseta dela. MONEY IN MY BAG foi uma b-side meia boca para Hotel, mas assim como o A-side ela ganhou nova vida dentro do álbum, se tornando flawless e icônica, o bastião da farofa dentro de Walk of My Life. ❤

Voltamos para o rock com engrish para PIECE IN THE PUZZLE, só que dessa vez temos junto deles aqueles barulhos haitianos incompreensíveis que Rihanna usa em suas músicas mais de raiz, mais legalize já (uns BAMRAPARATAMAPATA). Fake Tongue mantém a consistência sonora e traz ainda mais oversinging para os rockzão, com gritos poderosíssimos que validam a admissão de Koda como novo ícone screamo. Rola um solo de guitarra e tudo nessa aqui. É mais uma faixa sólida, apesar que o álbum já está se estendendo demais e ficando repetitivo já. Com sorte temos apenas mais três faixas até o fim.

A primeira delas, Sometimes Dreams Come True, é uma versão mais leve e ensolarada dos rock concept, e eu preciso dizer que esse álbum fez um bom trabalho em ressaltar o timbre de Koda e fato dele funcionar bem com rock e destoar bastante da manada no j-pop. LIFE so GOOD!! (hahahahaha, pior engrish) continua a tendência de pop rock mais leve da última faixa, mas traz um refrão mais contagiante e é mais memorável no geral. E vamos lá, ela se chama VIDA tão BOM!!, plmdds.

WALK OF MY LIFE fecha o álbum como ele começou (se desconsiderarmos a intro, claro): com uma power ballad em que Koda grita sem dó. Eu estou me repetindo aqui, mas digo de novo: quando isso saiu como single, eu achei uma bosta, mas no contexto do álbum, sendo a title track e a faixa final ela funciona muito bem, e ajuda a te lembrar do tema do álbum enquanto ele termina. Dance In The Dark é a power ballad vencedora entre as duas, mas Walk of My Life fecha o álbum bem de qualquer maneira.

Não vou mentir, no fim de tudo eu já estava meio cansado (dezesseis faixas num álbum é um pouco demais para 2015), por isso acho que Kodão poderia ter cortado a intro e o interlúdio inúteis, assim como dois dos rocks mais fraquinhos, tipo Sometimes Dreams Come True e You can keep up with me. Isso deixaria o resultado final mais enxuto e Walk of My Life uma ouvida mais gostosa de cabo a rabo. Isso dito, eu preciso aplaudir Kumi por ter escolhido uma sonoridade e construído o álbum em volta dela. Koda se propôs a abandonar a farofa e apostar em algo diferente pro seu 12° LP, e com isso ela conseguiu seu melhor, mais coeso e marcante álbum desde TRICK.

Das capas evocativas de LPs dos anos 80 (com Kumi classy feito nessa aí de cima) à sonoridade das faixas, tudo parece funcionar bem e ter um propósito, coisa que não existiu em Bon Voyage e Japonesque, por exemplo (o propósito no primeiro era ter Kumi gostosa de marinheira e no segundo Kumi gostosa de gueixa, sem relação alguma entre a estética e o estilo das faixas). Kumiko queria um álbum mais rock e menos EDM, e foi lá fez um. E por ter mostrado direcionamento e ter entregado claramente o que ela havia se proposto a fazer, ela toma um oitozão bem gordo, e que poderia ter sido um nove caso o álbum fosse mais curto e apresentasse pelo menos mais um grande destaque. Parabéns pra Koda e pra todos os kumiko navy, que não terão de se envergonhar do comodismo de sua piranhona favorita, pelo menos dessa vez. ❤

DESTAQUES: Dance In The Rain, Like It, Mercedes, Money In My Bag, Piece In The Puzzle.

MEIA BOCA: Gimme U é meio bosta, mas não ofende feito algumas das bombas no Bon Voyage.

MAIS KODA: Bon Voyage.

26 comentários em “ALBUM REVIEW: Koda Kumi – Walk Of My Life

  1. Own, Koda sempre elogiada. Caiu até uma lágrima ❤
    Não preciso nem dizer que adorei esse álbum. A próxima a ser elogiada numa review será a Ayumi dona do japão.
    n

    1. HAUAHUAHAUAHUAHAUHAUAHAUHAUAHUA ESSA VERSÃO HORROROSA. Kanon-sama aparecendo sentada no trem pra itaquera e mais nada. ❤

      Porra, esse MV ornou muito melhor com a música. Já estou stanning para Morning Musume UM CINCO de novo. ❤

    2. AHAUAHAUAHUAHAUAHAUHAUA essa bagunça sendo o melhor/pior clipe do ano <33333

      e agora até do break dubstep eu gosto graças à temâtica cheerleader tosquíssima que eles fizeram, PRECISA SAIR LOGO ESSE SINGLE

    3. Gostei desse segundo vídeo. Uma pena que não tenha nada a ver com a música, que aliás, é horrorosa. Falam tanto do rapaz adolescente que levou um pé na bunda, fazem 2 clipes e ele nem aparece para passar vergonha em nenhum.

  2. Procurando o rock que você viu em Lippy, pra mim aquilo é um grande break progressive de 3 minutos na época que aquilo ainda era algo relevante lá por 2004

    Duas coisas que funcionaram: Todas as faixas tem menos de 4 minutos, entregando um álbum mais enxuto mesmo com 16 faixas (Enquanto minha fave ta entregando 2 dias de duração de álbum com 12 faixas), e o álbum (Pelo menos pra mim) não ter um grande destaque acaba ajudando na “coesidade” toda do álbum (Que no fim quase não entrega a proposta real como sempre, só que pra sorte de Kodão está tudo mais harmônico)

    PS: Mercedes é a marca de ônibus da tour dela que já começou, afinal descansar não existe na vida de Kodão

    1. Ah, e saiu o single da Mito pra download, e pra comemorar esse feito gata lançou 2 PVs em 1 dia, o que se somar com os outros vídeos mais a que vazou e não está no canal dela, dá 10 PVS PARA A MESMA MÚSICA!!

      1. Amanhã começam as vendas da delícia, veremos se ela vai conseguir vender bem isso aí, pelo menos com o single digital (Já que Kyary e Perfume tecnicamente só vendem bem no recochoku mesmo, aliás, hoje mesmo Kyary tá em #1, #2 e #3 e Perfume em #4 no j-dance).

        Sinceramente acho que podiam ter aproveitado melhor as 10 versões do PV, e terem feito 10 versões do single físico com um DVD, mas tá ok né gente, é a empresa da Kyary, que só tem conheicmento de versão limitada e versão regular :v

        1. Aguardando o download ilegal pra conferir se as outras faixas tem o mesmo estilo dessa (voz super anasalada) huaehuae mas adorei *o*
          Realmente poderiam ter aproveitado as 10 versões pra lançarem como se fosse um “box” com as músicas e um DVD com os PV’s, seria mais proveitoso e non seria essa confusão de PV’s aleatórios e single só com as músicas ;-;

      2. Com tantos videos maravilindos eu não sei mais qual é o meu favorito.
        Bruno, já era, ela agora está nas cabeças de todo mundo.
        Socorro, eu consegui simpatizar com ela, agora ela é uma Kyari menos doida pra mim. O_o

    2. HUAHAUAHUAHAUAHUA NÃO ACREDITO QUE MERCEDES É LITERALMENTE PRA MERCEDES-BENZ, Kumi maravilhosa ❤

      PS.: e sim, as faixas curtas e pouco pretensiosas deixaram o album como um todo mais coeso mesmo.

  3. Já fiz meu download ilegal no youshikibi hauehuae
    Sempre lia tuas impressões sobre a música dela mas nunca havia de fato ouvido algum trabalho dela *o* de longe Lippy é minha favorita :O
    Continue com esse blog, que é uma delícia de ler e sempre acabo conhecendo artistas novos aqui >o<

  4. Corrigindo: Melcedes

    Eu achei meio boring. Tipo, minhas preferidas são as que já tinha sido single e Like it. O resto acho só ok.
    O Bon Voyage é mais marcante (por bem ou por mal rs).

    1. os ápices do bon voyage (mostre-me sua rola, sonhando agora, vc sabe) são muito melhores do que qualquer coisa em Walk of My Life, mas lá tem muita bosta pra compensar. WOML como ÁLBUM funciona melhor, mas é menos memorável mesmo. @_@

  5. AEEEEEEEEEEEE! Saiu o review! Como um todo, o álbum merece os créditos mesmo, gostei bastante das que vieram inéditas eu gostei de Lippy, Mercedes ( mentira que era pra Mercedes-Benz mesmo? HAHAHAHAHA!), Fake Tongue, Like It e Walk Of My Life. EU TÔ ROLANDO COM A PRONÚNCIA ICÔNICA DA PALAVRA “CELEBRATION” NO REFRÃO DE HOUSE PARTY HAHAHAHAHAHA! No mais eu concordo com a maior parte do review. 8/10, Kumi neste momento está chorando piranha tears enquanto canta Estrada da Vida ❤

  6. A review é ótima.. mas pra mim, HOTEL, Walk of My Life e Dancing In The Rain são de longe as piores do álbum..
    Mas da faixa 10 à 15 ele é extremamente perfeito.. ele é o melhor álbum dela pra mim desde o TRICK também ❤

  7. Esse album conseguiu me fazer ficar escutando ele direto, coisa que eu dificilmente faço, ainda mais com a Kumi chan, saio pulando músicas… kkk E eu gostei mto de Walk of my life, me cativou =)

  8. Achei a maioria das músicas do Walk of my life melhor mais memoráveis do que do que as do Bon Voyage. Pra mim as melhores do album são Like it, House Party, Piece in the puzzle e Walk of my life, que por sinal é uma das melhores baladinhas da Koda em anos.

  9. Koda desde o Japonesque não entrega um álbum realmente interessante. Coesão nunca foi parte do trabalho dela, aliás por sinal, o único álbum que segue uma sonoridade base foi o Affection lá de 2002 e o primeiro da fofa. O resto é tudo uma bagunça e é isso que faz a Koda ser interessante e diferencial entre as divas pop orientais.
    A discografia dela é baseada em misturas diversas e é por isso que ela se mantém porque ela flerta desde a balada mela-cueca que asiática ama e não vive sem no inverno até o pornô-pop de verão que amamos ❤
    O Caminhada da minha vida é um álbum de transição, finalmente parece que a Koda tá se liberando das artimanhas e controles criativos da Avex pra realmente fazer o som que ela quer. Escutando as três canções do Summer Of Love deu pra perceber que existe uma vibe nova e que ela vai seguir nessa linha largando bem aquelas canções fofas pavorosas e outras fillers da carreira dela.
    Fiquei bem feliz com resultado do best de 2015 e até que o WOML me fez ter certeza de que existe uma esperança para a Koda musicalmente se ela ficar focada e livre, pela primeira vez desde muito tempo quero ver o que ela tem para me mostrar em 2016 de singles e álbuns.
    Não vai ser um álbum que eu vou escutar sempre, porque achei ele muito monótono, faltou vida e esse clima maduro não me chamou atenção. Não vi nenhuma faixa com grande destaque e nem com potencial para ser uma album song relevante, serve mais como experiência e um aviso de que talvez venham produções melhores para nós, fãs.

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