ALBUM REVIEW: Hamasaki Ayumi – A One

Parece que foi ontem que Ayu nos chocou com sua tentativa de #revamp na carreira que foi CoURES. Mas essa sensação não é a toa, já que fazem somente dez meses que o álbum foi lançado, e desde então ela saturou o mercado com porcarias. Terminal foi lançado como single e afundou o pristino histórico de singles dela, sendo o primeiro release de Ayu a ficar fora do top10 desde 1998, sem contar que foi seu single menos vendido da história. Depois disso, rolou ainda um best of de inverno, um daqueles ayu-mix de música clássica e um triple A-Side de Natal. Aja fôlego pra listar tudo isso.

Como sempre, fica evidente que Ayu não sabe o que é descansar sua imagem… e também não está chupando as pessoas certas, diferentemente de Kodão, que conseguiu um primeiro lugar com seu último flop, apesar de ter vendido menos de 40mil cópias na primeira semana. Enquanto isso, Ayu vendeu a mesma coisa e conseguiu só um quarto lugar, o que é morbidamente hilário. ❤ Mas vendas são apenas um aspecto secundário quando o assunto é música. A pergunta que fica é: esse álbum é uma bosta tão grande quanto o CoURES? Ou Ayu fez sua lição de casa? Review track by track. começa. agora. /o/

A One abre com a Bell, uma intro no piano. É bonitinha e parece OST de anime, e eu já estava aqui esperando uma balada seguir isso, mas hilariamente Ayu manda um daqueles número de pop rock dela na forma de WARNING. A transição é ridícula e não funciona, mas o que se esperar de Ayu, né? Pelo menos WARNING é um mother fucking jam praqueles como eu que curtem os números de “rock” dela. Não é nenhuma evolution, mas é melhor do que boa parte da bosta em CoURES.

O clipe também é sólido, combinando elementos de BRILLANTE e Because of You muito bem. Não é nada de revolucionário, mas ultimamente quando o assunto são PVs de Ayu, a expectativa é zero, então ponto pra ela, acho eu?  Em seguida temos a ironicamente intitulada NO FUTURE, que conta a história da carreira de Ayu em quase seis. fucking. minutos de duração. Isso aqui é Ayu 101, rola um break com guitarras, a backtrack parece música de pump e ela grita sem parar. Mas eu curti mesmo assim, principalmente o final quando a melodia acelera a cada nova rodada de versos do refrão. O álbum tá ok até aqui, quem, diria? É…

…uma pena que tudo vai pro buraco com uma balada de SETE MINUTOS DE DURAÇÃO, NÉ?  Anything for You não é ruim, mas é derivativa demais de absolutamente todas as outras seis mil baladas na discografia dela, e a duração ridiculamente longa não ajuda em nada. Eu ouvi isso aqui apenas uma vez pra essa review e foi mais do que o suficiente pra vida toda. Tome tenência, mulher. Agora me digam: qual a melhor maneira de se seguir uma balada de sete minutos no piano? COM MAIS UMA BALADA, É CLARO. *O*

Entram umas guitarras depois de um minuto e meio de piano em Last Minute, mas eu duvido muito que vocês aguentem até lá pra ouvi-los. Mais uma vez é Ayu 101. O que é até compreensível, se considerarmos que ela ousou em seu último lançamento e ele acabou sendo terrível. Então ela foi lá e apostou no óbvio pro follow-up (mas isso não signifca que eu seja obrigado a curtir isso). Zutto… segue pelo mesmo caminho. É uma faixa bonita e elegante e tal (Last Minute também foi), mas não há nada de fresco ou atual nela. Não há nada nela que te faça conectar com a barada sendo ouvida, não há um diferencial, e isso tira o brilho da coisa toda. O final orquestrado é lindo, mas Zutto… ainda assim não tem replay factor algum (assim como o álbum como um todo até aqui).

Out of Control vem a seguir e é ridículo que Ayu chame mais uma balada de “fora do controle”, parece piada. A estrutura é a mesma de TUDO NO ÁLBUM desde a faixa 3: começa como balada no piano e daí aparecem uns violinos/guitarras para o refrão. É sério, eu sinto como se eu estivesse ouvindo a mesma faixa de cinco minutos em loop, é desesperadorrrr. A mesma rotina letárgica se repete com Story, que também tem um break de guitarras e um final orquestrado (só que dessa vez com uns sininhos pra te ajudar a diferenciar as músicas entre si).

Faixa 9 e Ayu tem a coragem de fazer a mesma coisa DE NOVO. Já tínhamos ouvido essa The GIFT antes, e a única coisa que posso dizer sobre a faixa é que: pelo menos dura menos que quatro minutos, coisa que não podemos dizer sobre todas as baladas anteriores. Estamos quase no fim do álbum e eu posso dizer que fiquei verdadeiramente chocado com The Show Must Go On, por ser uma música diferente de todas as outras até aqui. O refrão  com Ayu gritando DEXÔ MÂSCA ON é icônico, e o break idem. Eu só gostaria que a faixa tivesse menos de seis minutos, mas não quero ser exigente demais, porque ao menos isso não é uma balada chata… que é o que temos em WALK e num remix qualquer de Tell All, pra fechar o álbum com chave de estrume. Parabéns, Ayu.

Pelo menos temos Movin’ On Without Utada de bonus track pra salvar a delícia e dar um final verdadeiramente triunfante ao álbum. Não fosse por Ayu licenciando essa delícia daquele álbum tributo póstumo de Utada, eu provavelmente teria dado uma nota final pra ele PIOR que a do CoURES, mas ela tomou uma decisão acertada, então merece um pouco de crédito… acho eu.

A One no geral foi uma jogada bastante racional para Ayu. O último álbum dela, em que Ayu experimentou com seu som e tentou lançar uns pancadões, flopou estonteantemente e recebeu várias críticas negativas. Pro seu release seguinte então ela voltou atrás e apostou no certo, que no caso dela são baladas longuíssimas. Vejam só, as baladas não são uma bosta (como as tentativas de ser trendy do CoLOURS eram), mas elas são datadas e redundantes. Parece honestamente que estamos ouvindo um álbum da virada do milênio e não algo lançado em 2015, o que é extremamente problemático para um ato que deveria estar tentando salvar sua carreira feito ela. Mas Ayu não aprende pelo visto, e está satisfeita em continuar reciclando a mesma coisa sem parar. E vai ter sempre gente que goste, o que é incontestável. Mas o fato é: Ayu não é mais relevante em 2015, e A One é a prova cabal disso.

MAIS AYU: CoLOURS.

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23 comentários em “ALBUM REVIEW: Hamasaki Ayumi – A One

  1. Eu acho que os comentários sobre Ayu ultimamente são extremamente realistas, A ONE seria o mesmo álbum se tivesse sido lançado em 2007, a diferença é que as criticas teriam sido melhores, só pelo fato dela ser extremamente relevante, e, claro, até o momento já teria vendido alguns milhões e seria o álbum mais vendido do ano :v

    Depois de Rock ‘n’ Roll Circus, Ayumi parece não se importar mesmo, muito provavelmente tá no contrato dela que ela é obrigada a lançar 50 faixas por ano, independente se é em álbum, single, ou o que for; e, por conta disso ela vem lançando mais do mesmo. Até tentou fazer uma coisa diferente com o Colours, mas o público não gostou da idéia. Ayumi tem uma fandom enorme, mas se nem a Neide conseguiu alguma coisa com o último álbum, não é a Ayu que vai conseguir. Quem sabe, daqui um tempo, Ayumi acorda e providencia um feat apocalíptico com Utada seguindo Britney feat Iggy? :v

  2. “Em seguida temos a ironicamente intitulada NO FUTURE, que conta a história da carreira de Ayu em quase seis. fucking. minutos de duração.”

    A irônia, ela…

  3. Eu prefiro o Colours.. de verdade :\
    To tentando ouvir o A One desde q lançou e até hj n passei da metade dessas baladas e-e’
    Ayu não lança nada relevante pra mim desde o FIVE :\
    E chegamos numa época em q as baladas da Namie e da Koda são bem mais profundas e tocantes q as da Ayumi.. meldels :p

  4. Ainda bem que nós não precisamos ouvir essa bosta por muito tempo já que a data do novo testamento está marcada para dia 10 de junho ❤

  5. Tirando eu achar que Last Minute é a melhor ballad dela em tempos (Desde o Love Songs, talvez), concordei com toda a review. Era mais fácil chamar A ONE de A BEST III porque absolutamente tudo isso aí a gente acha na discografia dela (Em alguns casos menos datados que as músicas desse álbum inclusive).

    O que deve servir de ânimo para ela é que, se ela ainda conseguir se segurar nesse ritmo de vendas, deve vender umas 500 cópias a mais que Koda no fim das contas

    1. PS: Ayu poderia parar de selecionar o que vai ou não no álbum com essa audição de bosta dela e focar só nos vídeos mesmo, pq pelo menos nessa era Ayu conseguiu entregar PVs bem bonitos mesmo com o baixissimo orçamento que ela deve ter arranjado da Avex

  6. gente,ela ta fazendo muita plástica né? cortando umas partes da cara,botando botox…pq não é possível,ta parecendo ocidental. A cara dela ta mt diferente medo/
    Achei warning chata, então nem vou me dar o trabalho de dar play no resto do album bjs

  7. Eu gosto que mesmo flopando e vendendo pouco, ela ainda é mais rica que a Namie e essas outras, Ayu não precisa disso, meu bem, ela lança o que quiser quando quiser e tanto faz, as gays precisam entender que ela foi o maor ato do japão e qualquer diva pedante sem graça vai ficar atrás dela quando somar tudo, então para de gongar, viado

  8. Eu gostei das músicas desse álbum, não sei se é por que sou muito fã ou algo do tipo…. Hahaha
    Tenho que concordar que a Ayu precisa se adaptar ao novo tempo, pois essas músicas fariam sucesso a 8 anos atrás, mas agora as coisas são diferente. E eu gosto muito a voz dela, seus graves são lindos… *-* Quem sabe rola um Feat com a Utada. Hahaha

  9. Geente assim, cheguei tarde pra comentar , mas eu preciso me unir ao coro de que: depois de Rock’n’Roll Circus a Ayu parece muito desleixada e chata. Não consegui ouvir este album mais que uma vez. Eu perdoei Ayu pelo single” Zutto…/Last minute” pq era natal e tal… as baladas são legais, mas com esse album PQP! Não dá pra engolir. E me perdoe quem gostou de ‘The Show must go on’ , mas a voz está a meu ver extremamente irritante, e olha que Ayu pra mim era queen, mas como eu disse ERA.. por que desse jeito fica muito difícil mesmo. Então o que tenho a dizer e simplesmente “melhore”, por que é vergonhoso ver o que está acontecendo com a carreira de Ayu.

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