MINI ALBUM REVIEW: G.Soul – Dirty

Por motivos que eu não sei bem explicar, eu acabei deixando o mini album de debut do G.Soul passar batido aqui no Asian Mixtape, mesmo ele sendo o melhor EP de 2015 até aqui fácil fácil. Agora que ele lançou um segundo EP, acho que é a hora certa de sanar esse problema. Então se você ainda não sabe quem é esse mano feio pra caralho da JYP Entertainment, cliquem aew no “continuem lendo” que vocês não irão se arrepender, sério.

Pra quem não sabe quem G.Soul é, ele é um mano de 27 anos sob a JYP Entertainment e que tem o notório título de período de trainee mais longo da JYP (e provavelmente de todo o k-pop), com embasbacantes QUINZE. ANOS. na geladeira até finalmente debutar no começo do ano. Nesse meio tempo, G.Soul passou um longo período em Nova York, o que resultou em algumas coisas: 1) o inglês dele não é uma merda; 2) a cidade e seu som obviamente influenciaram o estilo dele, que é muito próximo das sensibilidades vistas por atos do chamado “R&B indie” (prefiro esse termo do que PBR&B, que é um nome muito ruim) feito FKA Twigs, Banks, Tinashe, Frank Ocean, etc. O som dele vocês conferem na playlist aí debaixo e uma review faixa a faixa vem logo em seguida. Cliquem no play!!1onze!!

Façam um favor a si mesmos e pulem Dirty (Intro) sem nem ouvirem, porque ela só prejudica o mini. E digo isso porque se eu quisesse ouvir um minuto de nada mais do que melismas e oversinging, eu ouviria Beyoncé ao vivo e não queipope (Ou não o façam. Tem gosto pra tudo, né). Com a Intro devidamente ignorada, sigam para a faixa-título Dirty e sejam devastados por um UK Garage tão bem feito que está até totalmente em inglês pra trazer ainda mais verossimilhança pra música. G.Soul narra como ele quer levar pra casa uma mina que está na pista dirty dancing com ele (e por “dirty dancing” eu não acho que ele queira dizer isso, mas sim isso).

O lead single Crazy For You vem a seguir. Ele é um deep house incrível em que G.Soul prefere não se curar se sua loucura for proveniente de seu amor por uma gata aí, algo que é expandido no clipe, em que ele enlouquece num sanatório, com várias imagens perturbadoras / conceituais / pedantes de enfermeiras com máscaras de palhaço, camisas de força e comprimidos líquidos (???). Destaque absoluto vai pra cascata de sintetizadores na bridge da música, que deixa Crazy For You ainda melhor e justifica os quatro minutos de duração da mesma.

A faixa seguinte, Till I Die, é a mais comercial de todas as músicas no EP, com muita repetição do título e com uma produção que parece algo que Skrillex e Diplo assinariam pra Justin Bieber (ou talvez a impressão venha do fato de tanto Bieber quanto G.Soul terem vozes agudas e curtirem melismas, ou ainda pode ter a ver com esse ser o tipo de coisa que Bieber tá lançando agora, enfim). Fechando o mini, Stop The Love, que volta o som para o UK garage de Dirty. A faixa me lembra de alguma coisa específica do último (e ótimo) álbum da Katy B, mas eu não consigo lembrar exatamente qual faixa é (e agora não irei checar também, então ouçam Little Red no spotify e depois me digam qual é a música :v).

E é basicamente isso do mini, quatro faixas + uma intro. Dirty traz G.Soul deixando o R&B indie um pouco de lado pra abraçar por completo o eletrônico de gêneros que estão em voga no momento feito o UK Garage e o Deep House (e que ironicamente são elementos cruciais desse novo R&B, mas pra esse mini G.Soul parece ter optado por se focar nas raízes e não no novo estilo em si). E eu devo dizer que isso fez maravilhas pro som de G.Soul. A voz dele casa perfeitamente com música eletrônica, então seria interessante vê-lo ir ainda mais fundo por essa rota futuramente. Mas se G.Soul quiser voltar pro R&B também, tá ótimo de qualquer jeito. A verdade é que ele é um caso raro num gênero feito o k-pop, em que liberdade criativa pro povo dentro das grandes gravadoras é raridade. Mas isso deve ser algo que é seu de direito quando se é trainee por QUINZE ANOS, não é mesmo?

Eu não tenho mais nada pra falar de Dirty, o EP é excelente e fim. Mas como eu acabei por não falar dos outros dois comebacks dele esse ano, vão aí duas twittadas sobre eles:

COMING HOME

[2015.01.19]

O primeiro EP de G.Soul é tão forte quanto esse aqui, ou talvez até mais, já que Coming Home tem uma variedade de sons maior e é mais longo também. A faixa-título e Superstar são os grandes destaques do mini, mas nenhuma delas foi o lead single, título que acabou indo pra You, a faixa mais fraca do EP (é a JYP no fim das contas, né?). Ouça aqui.

LOVE ME AGAIN

[2015.06.29]

Esse single album trouxe três novas faixas pro repertório dele, e tem um som mais voltado ao R&B convencional e menos pedante. Acho que até por isso que Love Me Again está bem abaixo em qualidade quando comparado aos dois EPs: apesar das três faixas serem bem gostosinhas, elas são mais lugar comum do que qualquer coisa em Coming Home e Dirty. Mas ainda vale a ouvida, então façam isso nesse link aqui.

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33 comentários em “MINI ALBUM REVIEW: G.Soul – Dirty

  1. Nunca me apeguei a lives de Beyoncé, mas sério? Esses over-singing omg

    E que EP maravilhoso, mandarei para os amigos indies. Se ele cantasse tudo em inglês conseguia enganar as trouxianes falando que era algum artista conceitual europeu ~porque assim eles ouvem na hora~

  2. IMPRESSIONANTE, QUE REVIEW MARAVILHOSA!!! Eu não mudaria uma vírgula do que você disse, a única coisa que é descartável nisso aí é essa intro e o termo PBR&B é um nome horroroso (vamos espalhar indie R&B que ainda dá tempo de pegar).

    Stop the Love, melhor música ❤ ❤ ❤

  3. Bruno você ja viu a nova musica dos rookies da Pledis? é clichê mas é legalzinha e eles estão usando o terno de Growl que eles pediram emprestado dos ex-integrantes do EXO

  4. Eu tava esperando por um review de algo dele desde do debut ❤ ❤ ❤
    Eu queria um review de Coming Home também, é meu EP preferido no ano.
    Sobre a review eu não tenho mais o que dizer, a intro é bem qualquer coisa mesmo mas o resto do mini é tudo de bom

  5. Não sei, gostei mais dos lançamentos anteriores dele, justamente por serem R&B e não voltados pro eletrônico como esse. As eternas repetições de títulos de música me enervaram, em Till I Die eu até dei uma pulada pro final. Mas admito que o cara é talentoso e que é só uma questão de gosto pessoal meu mesmo. Vou continuar acompanhando os lançamentos dele, porque são acima da média. E porque quem ficou QUINZE ANOS como trainee merece atenção, não é mesmo?

        1. eu não sei se o cara escreveu pelo debosh….
          ou se alguma alma perdida realmente achava necessário informar a comunidade internacional da existência dessa coisa insana….

  6. G.Soul ❤ Quando ouvi o Coming Home, foi amor a primeira execução kkkkkkkk e desde então acompanho ele. E graças a deus q ele foi para a agencia certa, pq pra mim a JYP é uam das poucas (senão a unica) q realmente produz um album de kpop, e não só produz um single e enche o album de fillers.

    1. Isso quando eles não decidem dar uma de Girl’s Day e reutilizar faixas já lançadas, né? Este ano não tivemos nenhum caso, mas todo grupo deles já sofreu com essa reciclagem. O primeiro full album de miss A que o diga…

  7. Vim trazer a coreografia do ano,e claro red velvet pode fazer sem ser chamadas de piranhas porque elas são uma fusão do lado red e do velvet,podendo pular facilmente de um lado para o outro,vulgo Rainbow tenta fazer mas sempre flopa.

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