MINI ALBUM REVIEW: Twice – The Story Begins

O debut de TWICE já foi meio que eclipsado pelo épico deboche de IU pra cima de mim, de você e de todos os internautas[/portal AOL em 2006], mas como eu ainda tinha mais o que falar sobre o grupo que eu acabei deixando passar batido em minha análise do clipe, aqui vai uma review faixa-a-faixa enxuta do EP de debut delas, o apropriadamente nomeado The Story Begins. Ele traz a mesma empolgação jovial presente no clipe? Presta do começo ao fim? Descubram. agora.

A história de TWICE não começa exatamente nesse EP como o título dele parece indicar. Como ocorre em todo grupo idol coreano, todas elas foram trainees por anos (Jihyo, a líder, foi trainee da JYPE por dez anos). Algumas delas chegaram a ser anunciadas como integrantes do grupo 6MIX que JYP iria debutar ano passado, mas que foi abortado após uma de suas principais integrantes desistir da agência (aquela Lena que fez feat. com Sunmi antes mesmo do debut), o que matou o nome do grupo e jogou as cinco restantes de volta pra geladeira.

O último line-up conhecido de 6MIX antes do grupo implodir

Todas foram então jogadas com outras trainees num reality show eliminatório pra descobrir quem de fato iria debutar ou não no novo grupo, agora chamado TWICE, o que resultou em lágrimas e muito rancor num primeiro momento (vide os primeiros episódios com a mágoa de cabocla de Nayeon/Jihyo/Jungyeon/Minyoung por terem de passar por testes pra debutar). Das cinco que sobreviveram do 6MIX, Minyoung acabou por ser a única a não entrar no novo grupo, o que a fez se demitir da JYPE, após a montanha-russa emocional de quase debutar, ser jogada num reality show e depois tomar no cu. Tudo isso é pra dizer que eu definitivamente não esperava que TWICE acabasse com uma imagem tão vibrante e fresca assim, porque a última coisa delas no reality show foi esse velório aqui:

Todas destruídas e exauridas como se elas tivessem perdido o programa e não o contrário. @_@

Então chegar no debut e ver todas felizes e pulando idiotas feito cheerleaders foi uma agradável surpresa, não imaginava tanto vigor e ânimo assim, MAS QUE BOM. O k-pop no momento precisa disso, já que todas as debutantes ou são bonecas de porcelana fazendo aegyo com saias plissadas brancas ou são unnies ex-strippers fazendo sexy concept. TWICE aparentemente veio para quebrar essa dicotomia Apink x AOA com seus visuais épicos e bom humor… ao menos nos clipes. Como vocês podem ver, até agora eu nem tratei da porra da música, porque ela é obviamente secundária e irrelevante. /o/ Mas façamos isso agora. EP tá aqui pra ouvir, e a review faixa a faixa taí embaixo.

Eu não tenho mais o que dizer sobre Like Ohh-Ahh que eu já não tenha dito na review do clipe: não é aquele super single blockbuster de debut feito os que Miss A e as Wonder Girls tiveram. O clipe também não é grande novidade (todo ano alguma girlband lança clipe com zumbis), mas o carisma e a beleza delas, somados a ausência de aegyo exagerado ou sexy concept apelativo diferencia muito o grupo do que as outras estão lançando. Logo, Like Ohh-Ahh é mais um veículo pra debutar o grupo de uma vez do que um single com pretensões de mudar o universo e tal. É uma abordagem meio GOT7 da JYPE, por assim dizer. Deu pro gasto, foi divertido, mas não estará encabeçando a lista de fim de ano de ninguém. Pra debutantes, tá ótimo.

Caso o JYP quisesse de fato garantir pra elas um debut demolidor, tá na cara que Do It Again era a música a se escolher. Ela tem o mesmo clima cheerleader de Like Ohh-Ahh, mas o leva muito adiante. Do It Again é basicamente Tell Me turbinada para 2015, com o mesmo tipo de refrão curto e repetitivo (boa sorte tirando os tashi-tashi-tashi-héjuô da cabeça) e a mesma atitude sing-along. Tivesse sido de Do It Again a coroa de title track, acho que rolava MAMA pra elas, mas agora fico na dúvida.

Must Be Crazy é a típica filler gostosinha de álbum de girlbands coreanas. Elas tão a fim de um mano que tá enlouquecendo elas com olhares e flertadas, tudo por cima de um R&B suave e J.Lo em 2003. Se eu não tivesse ouvido isso quatrocentas e cinquenta e oito vezes só esse ano, teria adorado. Truth por sua vez é um pouco mais única, e também já havia sido revelada no Sixteen, igual Do It Again. Ela começa funk e depois vira popzão pro refrão. Bem bonitinha e uma das melhores faixas do EP.

A faixa cinco, Candy Boy, tematicamente é exatamente o que você esperaria de algo com esse título. Elas tão a fim de um mano boa pinta e querem levá-lo pra um test drive. Os raps em ingrêis tão bem vergonhosos e meio que derrubam a coisa toda, que é mais uma filler genérica de k-pop. Like A Fool fecha o álbum sendo a baladinha/midtempo bonitinha no violão em que elas falam sobre como são otárias por estarem apaixonadas. Tudo muito gostosinho, tudo muito genérico (só a gaita salva). E… é isso, basicamente. Quando você menos vê, o álbum já acabou. Não foi ruim, mas também não deixa uma forte impressão. Foi k-pop genérico e gostosinho com uma produção bem feita, mas que poderia ser cantado por qualquer pessoa, devido aos temas batidos (oppa, olha pra mim / quero um macho / o macho machucou meus sentimentos). Pra um EP de debut, tá mais do que bom (comparem com Ice Cream Cake, por exemplo).

No fim das contas, o saldo de TWICE é positivo, mas mais pelo potencial do grupo do que pela música presente aqui em si. Isso descontando DEUS IT AGAIN, claro, a melhor do EP e uma das melhores produções do JYP esse ano. Falando em JYP, ele explicou que o nome do grupo é TWICE pois as nove encantariam as pessoas duas vezes: primeiramente pelos ouvidos e depois pelos olhos. Então vejam só, o nome do grupo de fato faz sentido! Só que JYP meio que inverteu a ordem ali. O nome do grupo é TWICE porque elas encantarão primeiramente seus olhos e os ouvidos seguirão por osmose. E não há o menor problema nisso. Eu não estou ouvindo/vendo k-pop por vocais impactantes e passionais, se eu quisesse isso iria lá ouvir Hello da Adele oitocentas vezes seguidas. A conclusão? THE PRETTY GIRLS ARE TWICE.

PS.: um bônus pras lésbicas e pros outros três héteros que leem meu blog:

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54 comentários em “MINI ALBUM REVIEW: Twice – The Story Begins

  1. O bônus sjhdfjsbdfsdjf

    Queria que tivesse a versão live completa de Do It Again porque o áudio completamente me TROLLOU com Momo fazendo a segunda parte do rap. Mas foi a melhor divisão de linhas de todas as faixas (até agora, só com a metade da coisa).

  2. Não sei se é porque eu to acostumado com as versões ao vivo, mas essas versões de estúdio das músicas do sixteen tão bem ruins, os vocais tão mixados de um jeito bem estranho e abafado. A única aceitávelzinha foi Truth.
    PS: momo deus ❤

  3. A música q eu mais gostei desse mini foi Crazy, gostosinha d+
    OHH-AHH fica melhor e mais grudenta cada vez que tu ouve de novo, não é das melhores mas é OK pra debut.
    Graças a Deus esse 6mix não saiu, hein.
    Não consigo enxergar um 2015 sem Momo/Mina deusas e Dahyun rainha da simpatia.
    Obrigado pelo PS, não tinha visto essa preciosidade ainda.

    1. ironicamente, esse 6MIX original tinha uma vocal line muito mais forte do que a do TWICE atual, que não tem uma única power vocalist no meio (essa era Minyoung). E GRAÇAS A DEUS POR ISSO, porque sem uma power vocal elas não serão obrigadas a lançar baladas chatas eventuais, sendo um grupo feito T-ARA/CRAYON POP/ORANGE CARAMEL que só podem lançar coisas dançantes (no máximo uma eventual midtempo), porque de outro jeito elas não carregam a música. O que vamos lá, é muito melhor. ❤

    1. Aquele imagem ali ERA a capa da versão digital, essa aí é a capa da versão física (e agora da digital também, depois que JYP percebeu que a outra era uma merda).

  4. Eu tinha escutado o mini umas duas vezes sem perceber o fiquei revoltado que não tinham colocado Do It Again, já tava ripando o aúdio do youtube quando percebi que tava no mini kkkkkkkkkkk, achei bem morno a finalização mas ok.

    Apesar de ter achado o line up inflado na primeira vez, agora não tiraria ninguém, o grupo funciona muito bem, em especial acho que Dahyun, Chaeyoung e Momo foram adições essenciais ao line up original. Elas tem tudo pra deslanchar e subir de escalão aos poucos.

    Até hoje não entendi o pq da Lena sair, a única que consegiu uma relevância pré debut, ainda foi tentar ser miss coréia x.x.

  5. Bruno, a Sana nn estava no lineup do 6MIX era outra trainee que eu nn me lembro….Sana Momo e Mina estavam cotadas para o 1o grupo japones da JYP junti com as extrainees Mone e Sika :’D

  6. Eu achei o mini uma bosta, mas serve bem ao propósito de introduzir o grupo (o nome do EP faz sentido, pelo menos). E tá óbvio que isso foi feito às pressas, então acho que não dava para esperar muito mais.

    Vamos só tirar um segundo pra falar dessas distribuições de linhas? A bridge de “Like Ooh-Ahh” era para ser Nayeon/Jungyeon e não Nayeon/Mina, seria muito mais épico.

    “Truth” foi uma tragédia nesse quesito, com Momo e Tzuyu virando o Chanwoo do iKON ao se limitarem apenas a soltar palavras aleatórias na música, e o “be my be my everything” de Nayeon sendo roubado por Mina, nos privando da high note…
    Quem quer que tenha sido o responsável pela distribuição de linhas tem de PARAR de querer fazer Mina acontecer. MINA NÃO VAI ACONTECER.

    1. Mina já está acontecendo, Ela e a Sana viraram main vocalist sendo que a Sana nem ao menos canta, When you your fave?

      Só resta aceitar que a J-Line mais tzuyu são as donas do twice: O rosto, o corpo, o carisma e a voz ♥

    1. E supostamente a voz dela seria a mais fácil de aparecer no mr removed já que é aguda pra caramba, enquanto que voz suave feito Tzuyu e Momo quando tá cantando normal geralmente é apagada.

  7. Aproveito o post pra compartilhar mais Momo. A fancam da Tzuyu ja passou de 110k de visualizacoes. Pelo visto as integrantes estrangeiras vao ofuscar as coreanas. Nem adianta a Nayeon fazer todo o aegyo do mundo.

      1. hahahahahaha Vai saber, neh? Eu li muitos comentarios elogiando a Jungyeon, poderia ser ela tbm. Se bem que ainda acho que nenhuma delas fica mais popular que as estrangeiras.

    1. Ok que a Tzuyu é visual da nação e Momo a mais sexy, mas acho que ninguém bate a Dahyun em carisma -t

      ps: agora que eu me toquei que o zumbi concept é certeiro pra garantir a pontinha delas nos especiais de halloween kkkkkkk

    1. Nem vale a pena perder tempo com Yesterday, chatíssima, e isso vindo de alguém que é fã dele. No álbum só valem a pena essa OeO e a ruinvilhosa Silk Road, em que ele faz a odalisca por cima do instrumental árabe, e talvez uma conferida nas versões acústicas dos singles anteriores dele.

  8. E não é que eu gostei da música na segunda ouvida ? Mas fiquei incomodada com a que parece o cara do BTS sem cantar UMA linha.

    Aquela integrante que não consegue se alongar direito me lembrou essas maknaes que ficam se fazendo de inocente e otaria,legal a forma de como ela não da uma foda pra se alongar que nem a loira fierce faz (claramente a loira é a Victoria do f(x) versão Twice)

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